Doris Day (1922-2019)

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Doris Day (1922-2019)

Mensagem por siroco » maio 13, 2019, 3:06 pm

Morreu lenda do cinema Doris Day, a "namorada ideal" da América dos anos 50 e 60

Estrela maior do cinema americano das décadas de 50 e 60 tinha 97 anos. "Negócio de Pijamas", "O Homem Que Sabia Demais" e "Conversa de Travesseiro" são alguns dos filmes mais conhecidos.

A atriz Doris Day morreu aos 97 anos, confirmou a fundação com o seu nome de proteção dos animais.

Em comunicado, a Doris Day Pet Foundation indicou que o falecimento foi às primeiras horas desta segunda-feira na sua casa, rodeada pelos amigos mais próximos, e que "estava em excelente forma física para a sua idade até ser atingida recentemente por um caso sério de pneumonia".

Como uma das últimas sobreviventes da era de Ouro, durante muitos anos Hollywood sem sucesso atribuir-lhe um Óscar honorário. Muito ciosa da sua privacidade, a sua última presença pública foi para aceitar um prémio de carreira nos Globos de Ouro em 1989.

Doris Mary Ann Kappelhoff nasceu a 3 de abril de 1922 (e não no mesmo dia de 1924, como pensou até 2017) e começou como cantora antes de fazer a estreia no cinema em 1948 com "Romance no Alto Mar".

Na década seguinte, tornou-se um sucesso gigantesco, modernizado o género musical em decadência com várias comédias românticas, destacando-se "O Amor É Coisa de Dois" (1951), "Diabruras de Jane" (1953), "Negócio de Pijamas" (1957) e "Conversa de Travesseiro" (1959), sendo nomeada para os Óscares com o último, onde trabalhava pela primeira vez com Rock Hudson, com quem contracenaria depois em vários filmes.

A canção que interpretou no cinema como Calamity Jane em "Diabruras de Jane" recebeu um Óscar.

No início dos anos 60 reforçou ainda mais o seu estatuto como favorita das bilheteiras com "Pijama Para Dois" (1961), "Carícias de Luxo" (1962), "Afasta-te, Querida" (1963) e "Não me Mandem Flores" (1964).

Pelo meio, provou ainda o talento para papéis dramáticos com "Ama-me ou Deixa-me" (1954), ao lado de James Cagney, e "O Homem Que Sabia Demais" (1956), um encontro com o realizador Alfred Hitchcock e o ator James Stewart de onde saiu também a canção "Que Sera, Sera", também vencedora do Óscar e pela qual é sempre recordada.

No entanto, o seu papel mais frequente era a da "ingénua sexy", que vivia assediada por homens que usavam de várias artimanhas para conquistá-la, o que levou o comediante Groucho Marx a proferir uma das suas mais célebres frases: "Conheci Doris Day quando ela ainda não era virgem".

Um ícone como John Wayne e Clint Eastwood no seu auge, essa imagem acabou por fazer a carreira entrar em declínio em meados da década de 60, quando os EUA passaram por várias mudanças sociais que não se refletiram nos seus filmes.

Pouco depois, com a morte do seu terceiro marido em 1968, descobriu que este e o seu advogado desde o início da carreira a tinham deixado na bancarrota.

O segundo ainda a tinha comprometido para uma série de televisão, um meio em que a estrela não queria entrar, mas "The Doris Day Show" acabou por renovar a sua popularidade e pagar as dívidas até receber uma indemnização por burla.

Após o fim da série em 1973, manteve-se discretamente em Carmel, na Califórnia, prosseguindo os seus esforços de décadas em prol da defesa dos animais.

Casada quatro vezes e com um filho, Terry Melcher, que faleceu em 2004, Doris Day passou a partir daí a levar uma vida mais reclusa e solitária.
https://mag.sapo.pt/cinema/atualidade-c ... -doris-day

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