Albert Finney (1936-2019)

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siroco
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Albert Finney (1936-2019)

Mensagem por siroco » fevereiro 8, 2019, 4:58 pm

Ator de "Tom Jones", "Um Crime no Expresso do Oriente", "História de Gangsters" e "Erin Brockovich" tinha 82 anos.
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Morreu Albert Finney.

O ator tinha 82 anos e faleceu "pacificamente após uma curta doença e as pessoas mais próximas estavam ao seu lado", avançou um porta-voz da família esta sexta-feira.

Era um dos atores vivos mais conceituados que nunca ganhou o Óscar: foi nomeado cinco vezes, por "Tom Jones, Romântico e Aventureiro" (1963), "Um Crime no Expresso do Oriente" (1974), "O Companheiro" (1983), "Debaixo do Vulcão" (1984) e "Erin Brockovich" (2000).
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Albert Finney nasceu em Manchester em 1936 e estudou na Royal Academy of Dramatic Art, brilhou em obras de William Shakespeare, tornando-se um dos grandes talentos do teatro britânico que surgiu com Richard Burton, mas mais na geração de Peter O´ Toole, Alan Bates, Richard Harris e Anthony Hopkins.

Quando chegou ao grande ecrã acabou por ser um dos símbolos de um "novo" cinema britânico que floresceu na década de 60, menos aristocrático e onde os protagonistas das histórias eram personagens das classes trabalhadoras, tornando-se uma estrela com "Sábado à Noite, Domingo de Manhã" (1960), em que a personagem tinha um frase que parecia reunir uma geração: "Tudo o que quero é divertir-me. O resto é propaganda”.
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A seguir, tornou-se um dos grandes rostos de uma nova vaga internacional do cinema britânico com o papel do playboy irresistível no Óscar de Melhor Filme "Tom Jones, Romântico e Aventureiro" (1963, foto principal).

Seguiram-se títulos variados como "Ao Cair da Noite" (1964), "Caminho para Dois" (1967) e "Muito Obrigado, Sr. Scrooge" (1970), ao mesmo tempo que usava o seu prestígio e fortuna para apoiar o início das carreiras de outros cineastas, como Lindsay Anderson em "If" (1968) e "Um Homem de Sorte" (1973), e Mike Leigh em "Bleak Moments" (1971).

A segunda nomeação para os Óscares foi pelo papel do detetive belga Hercule Poirot no filme recheado de estrelas "Um Crime no Expresso do Oriente" (1974).
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Sem deixar de visitar os palcos, tornou-se ainda mais prestigiado na transição para os papéis mais maduros graças a filmes como "O Duelo" (1977, Ridley Scott), "Depois do Amor" (1982, Alan Parker), "O Companheiro" (1983, Peter Yates) e "Debaixo do Vulcão" (1984, John Huston), onde, como Geoffrey Firmin, um antigo diplomata alcoólico, talvez tenha dado a sua maior interpretação registada no cinema.
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Trabalhar com os irmãos Coen em "História de Gangsters" (1990) abriu as portas para trabalhar com novos realizadores que admiravam os seus filmes da década de 60: com Steven Soderbergh fez "Traffic - Ninguém Sai Ileso" (2000), "Erin Brockovich" (2000) e "Ocean's 12" (2004), Tim Burton chamou-o para "O Grande Peixe" (2003) e a animação "A Noiva Cadáver" (2005).

Nesta fase, foi ainda muito aclamado pelo trabalho em duas minisséries escritas por Dennis Potter, "Karaoke" e "Cold Lazarus", ambas de 1996, antes de ganhar prémios BAFTA, Globo e Emmy pela interpretação do estadista Winston Churchill no telefilme da HBO "O Homem Que Mudou o Mundo" (2002).
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As últimas presenças no cinema foram em papéis secundários, por vezes breves, mas sempre relevantes: "Um Ano Especial" (2005, Ridley Scott), "Ultimato" (2007, Paul Greengrass) e "Antes que o Diabo Saiba que Morreste" (2007, Sidney Lumet).

A despedida foi com "007 - Skyfall" (2012), onde era Kincade, o guardião da propriedade onde cresceu James Bond e que dava o título ao filme.
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mansildv
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Re: Albert Finney (1936-2019)

Mensagem por mansildv » fevereiro 8, 2019, 9:39 pm

Uma grande perda, era um actor fabuloso! o-(

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