Cuéntame cómo pasó (2001) - TVE

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JoséMiguel
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Cuéntame cómo pasó (2001) - TVE

Post by JoséMiguel » Wed Dec 20, 2017 7:07 am



Site oficial: www.rtve.es/television/cuentame

Streaming gratuito para Portugal, com legendas em castelhano, Episódio 1:

http://www.rtve.es/alacarta/videos/cuen ... -1/385751/
Cuéntame cómo pasó (English: Tell me how it happened), usually shortened to Cuéntame and also known in English as Remember When, is a Spanish television drama series which has been broadcast on La 1 of Televisión Española since 2001. It is the longest running prime-time series in the history of television in Spain.[1]

The series recounts the experiences of a middle-class family, the Alcántaras (Spanish: Los Alcántara), during the last years of the rule of Francisco Franco and the beginning of the Spanish transition to democracy.[2]

Initially the series was to be titled Nuestro Ayer, but it finally was titled Cuéntame. This name comes from the famous song Cuéntame (es) by the Spanish 1960s pop band Fórmula V that is used as the series opening theme. In March 2002, during the first season, the title was changed to Cuéntame cómo pasó because Cuéntame was already registered.[3]

The series was created to celebrate the first 25 years since Spain's transition to democracy, and its didactic spirit is clearly evident in some of the episodes. In special episodes it includes documentary interviews with historical figures of the era, such as people concerned with the assassination of then Prime Minister Luis Carrero Blanco[4] or the death of Francisco Franco.[5]

The first episode was broadcast on 13 September 2001. The series begins in April 1968 with the arrival of television to the house of the Alcántaras just in time to watch the victory of Massiel at the Eurovision Song Contest.[6] The story reflects the changes in Spain beginning that day.

In July 2016, TVE and Grupo Ganga announced that the series, after its 17th season, would be renewed for up to 2 more seasons, with the storyline moving firmly into the mid-1980s.[7]

Through situations, characters, and attitudes of the era, the series evokes a wistful reminiscence of those times. In this respect it can be compared to the series The Wonder Years, which did the same thing for US history.

This series was adapted in Portugal by RTP as Conta-me como Foi (pt), starting the same year (1968) and going to 1974, the year of the 25 de Abril, with the participation of Portuguese actors such as Rita Blanco and Miguel Guilherme.[8] It was also adapted in Italy by RAI as Raccontami with Massimo Ghini and Lunetta Savino[9] and in Argentina by Televisión Pública Argentina as Cuéntame cómo pasó (es) with Nicolás Cabré and Malena Solda (es).[10]

Cuéntame cómo pasó has received numerous national and international awards, including the first Premio Nacional de Televisión (es) awarded by the Spanish Ministry of Culture in 2009,[11] two Premios Ondas (the International Television Award in 2002[12] and for Best National Television Series in 2003[13]), three New York Latin ACE Awards (for Best Scenic Program in Television in 2008[14] and Special Awards for Imanol Arias in 2009[15] and Ana Duato in 2010[16]) and a Silver Bird Prize in the Seoul International Drama Awards as the runner-up for Best Drama Series in 2007.[17] It was also nominated for the International Emmy Award for Best Drama Series in 2003.[18] The series, its cast and its technical staff have received more than seventy awards overall.[19]

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Cu%C3%A9n ... _pas%C3%B3
Nota: A secção de TV do DVD Mania é um bicho muito diferente da secção de filmes, e eu aqui não sei bem fazer fichas técnicas como mandam as regras. O JRibeiro está à vontade para editar este cabeçalho com o formato que ele achar por bem, pois eu estou mais interessado em comentar a política do fascismo de Franco e compará-la com o salazarismo de Portugal, entre outras coisas relevantes a esta série espanhola, em comentários posteriores, ao longo deste tópico.

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Re: Cuéntame cómo pasó (2001) - TVE

Post by JoséMiguel » Wed Dec 20, 2017 7:53 am

Meus amigos eu fiquei deslumbrado com esta série espanhola, já espreitei o remake português com a Rita Blanco que acho um artificialismo e falta de competência tremenda da RTP, que me deixa envergonhado enquanto cidadão português. Podem observar a incompetência portuguesa no seguinte vídeo, mas atenção que eu não tenho nada contra a intro ou a bonita música portuguesa, é apenas a estupidez e incompetência de actrizes como a Rita Blanco (ela parece uma zombie drogada) e todo um sistema de cinema artificial português, com actores teatrais que declamam Shakespere, sem darem uma para a caixa em termos de verisimilidade, que me arreliam:



Nem nos anos 50, o Rod Serling teria aceite uma actriz shakesperiana (ou uma gaja com uma cunha que dormiu com alguém em Portugal) tipo Rita Blanco, num dos seus episódios a preto e branco da Twilight Zone, pois a estupidez de haver uma Rita Blanco num episódio da Twilight Zone dos anos 50 seria considerada estupidez e incompetência cinematográfica.

Mas tantas são as cunhas em Portugal, que essa gaja arranjou maneira de estragar o remake português desta preciosidade espanhola, bom proveito para ela e para os eventuais produtores com quem ela dormiu para ter essa cunha, que eu salto fora das parvoíces portuguesas e opto pelo profissionalismo de Espanha, já aqui ao lado.

Em todo o rigor, a culpa não é da Rita Blanco, pois o resto dos actores portugueses são terríveis e inaceitáveis por alguém que pretenda um minimo de realismo na TV e Cinema, até os putos dos Morangos com Açúcar eram mais profissionais, realistas e naturais do que esta cambada de actores pseudo-intelectuais portugueses do antigamente.

Após este desabafo, irei então prosseguir com os meus comentários à série espanhola.

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Re: Cuéntame cómo pasó (2001) - TVE

Post by JoséMiguel » Wed Dec 20, 2017 8:45 am

Esta série possui um duração épica como se de uma telenovela se tratasse, mas eu odeio telenovelas e garanto que isto não tem nada a ver com telenovelas.

A Espanha fascista em muitas áreas era um espelho de Portugal fascista, O Generalíssimo Franco nos anos 70 já velhote, doente com Parkinson, e decrépito, meteu um tal de almirante Luis Carrero Blanco como presidente do governo, que era igual ao Marcelo Caetano, sucessor de Salazar.

Na altura ninguém tinha ainda ouvido falar da ETA, mas os etarras bascos escavaram um túnel por debaixo da rua de Madrid onde o número 2 do regime de Franco passa da automóvel, após a missa matinal, onde a quantidade de explosivos foi tão grande, que fez com que o carro do Carrero Blanco (Fascista nº2 do regime de Franco) voasse pelos ares e saltasse por cima de um prédio, aterrando nas traseiras de um convento.





O primeiro vídeo é de um filme espanhol, em que foi muito difícil o engenheiro reconstituir o salto do carro, com miniaturas e explosivos (não existe CGI na sequência). O segundo vídeo é desta série que aproveita a sequência do filme espanhol com mais dinheiro e meios.

Este episódio e acontecimento verídico levanta profundas questões morais ao povo português, às quais eu não tenho resposta e gostaria imenso que por exemplo o Samwise se debruçasse sobre o tema.

O dilema aqui é que a ETA foi uma entidade terrorista... mas neste caso eles explodiram e mandarem pelos ares o carro onde ia o Marcelo Caetano de Espanha (Carrero Blanco). Se não tivesse ocorrido o ataque terrorista da ETA, a Espanha continuaria no fascismo, após 1975, sob a tutela do Almirante Carrero Blanco e não teria aderido à CEE em 1986 ao lado de Portugal.

Este é um dilema moral e ideológico em que eu tenho dúvidas se os meios justificam os fins, perante um atentado terrorista da ETA. Eu irei optar pela moral da Operação Valquíria, uma tentativa de assassinato (terrorismo?) interna do 3º Reich, liderada pelo famoso Marechal de Campo Rommel, com vista a matar o Hitler com uma bomba.

Mas isto é um dilema tão problemático como a Resistência Francesa ou os Partisans dos países soviéticos, ocupados pela alemanha Nazi.
Quando é que o terrorismo é politicamente correcto ou moralmente correcto?

No caso francês, o terrorismo da Resistência Francesa é considerado politicamente correcto...

Qual será a diferença moral, se for a ETA a mandar pelos ares o Salazar ou o Marcelo Caetano?

Epa! Eu não sei a resposta! Mas pensem nisso, vejam os vídeos e comentem por favor. :o

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Re: Cuéntame cómo pasó (2001) - TVE

Post by JoséMiguel » Wed Dec 20, 2017 12:20 pm

Bem, eu estão afectado com esta série, que ultimamente até tenho dito algumas verdades sobre o fascismo de Franco e Salazar em tópicos de filmes, não relacionados com a Península Ibérica.

Ao mesmo tempo relembro que essas bocas (muito subversivas) que escrevi não são macacadas fruto da minha imaginação, mas sim baseadas nos acontecimentos históricos de Espanha, que eu vou investigar no wikipedia, após serem mostrados nesta série espanhola.

Esta série tem sido muito pedagógica para mim.

A título de curiosidade, a série é situada no bairro fictício de São Januário nos subúrbios de Madrid, mas na prática é filmada em Alcalar de Henares, este verão passei duas vezes por lá e entrei no subúrbio madrileno de Alcalar de Henares para fazer compras no Carrefour, e por acaso fiquei deslumbrado e estupefacto com o bairro, enquanto guiava por lá com o meu Toyota, muito antes de ter descoberto esta série televisiva.

Já irei descrever Alcanar de Henares, mas primeiro vou mostrar uma filmagem que fiz este verão, quando contornei Madrid pela primeira vez na minha vida. Eu tirei a carta de condução em Lisboa, e por isso sou suposto ser um cromo da condução que não tem medo de guiar em lado nenhum, mas em Madrid eu ia cheio de medo, porque as vias rápidas tinham 6 vias em cada sentido, e só me safei graças ao meu GPS portuga:



Pois bem, o bairro/subúrbio madrileno de Alcanar de Herares (onde esta série é filmada), já era uma povoação romana próxima de Madrid há 2000 mil anos atrás, e por isso não se trata de uma Alfragide ou Buraca portuguesa, mas sim de algo comparável a Vila Franca de Xira, que é uma localidade com uma antiga história. que por mero acaso fica próxima de Lisboa.

Mas quando eu lá fui de carro fiquei deslumbrado porque aquilo parecia ser uma Beverly Hills soviética!

O que vem a ser isto do Zé de Lisboa chamar ao subúrbio madrileno de Alcanar de Herares, uma Beverly Hills soviética!?

Eu fiquei muito intrigado com o bairro, pois é uma mistura da urbanização luxuosa da Portela (em Sacavém), com planeamento urbanístico do tipo soviético (Moscovo e Leninegrado), sem nenhum trânsito com largas avenidas de duas vias em cada sentido, cheias de lugares de estacionamento vazios, e com prédios muito bonitos, jardins e espaços verdes estilo Vilamoura ou Estoril.

Eu saí das vias rápidas M-30 e M-40 para ir ao Carrefour em Alcanar de Herares. Existe uma temporada muito dramática desta série em que o bairro de São Januário irá ser demolido devido à construção da futura M-30 (onde eu guiei este verão de 2017, conforme o vídeo acima). Nessa altura (primeira metade da década de 1970) o governo espanhol expropriava casas, sem dar o preço justo por elas (o governo apenas pagava um terço do valor real). Isto agora em Portugal não é assim, e eu já tive de ajustar projectos de auto-estradas por os donos dos terrenos recusarem o valor oferecido para serem expropriados, o que acho bem, pois não me importei de ter trabalho técnico a dobrar, devido a um pastor da Moita ou Montijo fazer o belo do manguito à Brisa ou às Estradas de Portugal. Eu até tenho um avatar do Zé Povinho a fazer um manguito, no meu canal do You Tube...

O problema foi para o povo espanhol, expropriado nos anos 70, para construção da autovia M-30, em que foram roubados pelo governo, que pagou preços irrisórios pelas casas.

Eu trabalhei em auto-estradas portuguesas, e sinceramente achei muito bem ter de fazer um trabalho novo (com desvio de trajecto de auto-estrada), porque algum zé povinho corajoso fez o belo do manguito à Brisa ou as Estradas de Portugal, algo impensável no fascismo dos anos 70 em Portugal ou Espanha, essa temporada desta série (que agora não sei qual é) faz um bom trabalho em mostrar o drama das expropriações de casas e terrenos, durante o fascismo, até temos o engenheiro da câmara a meter cunha para o governo dar mais dinheiro pelo apartamento da sua amante.

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