Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

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JoséMiguel
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Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by JoséMiguel » Mon Nov 20, 2017 7:42 pm

Ora bem, esta discussão não deve ser feita no tópico já existente do Star Trek Discovery, nem no futuro tópico do The Orville, porque há aqui muita roupa suja para lavar.

Como introdução, irei colocar a seguinte análise do You Tube, que não é neutra e favorece a série The Orville contra a cagada e falta de respeito da série Star Trek Discovery. Este vídeo vai de encontro aos meus gostos pessoais, mas um fórum serve mesmo para discussão e eu vou arrancar o tópico logo com os meus gostos pessoais bem afirmados, com uma opinião negativa da nova série Star Trek Discovery e uma opinião positiva da nova série The Orville.



Eu aqui não estou a escrever nenhuma ficha técnica neutra e entro logo a matar com a minha opinião, em que digo mal da porcaria do Star Trek Discovery.

A série "The Orville" ainda não tem tópico, mas quero falar dela no tópico oficial de política do fórum DVD Mania:

viewtopic.php?f=20&t=51360

E porquê? Porque no tópico de política expliquei que as minhas ideologias nada têm a ver com as cagadas do século XX de Esquerda vs. Direita ou Comunismo vs. Capitalismo, mas sim com o novo conceito de Democracia Directa com base tecnológica, em que na Europa (Portugal ainda não) já existem vários países com partidos políticos nas urnas, a recolherem uma percentagem significativa de votos para implementarem esse sistema revolucionário.

Quando eu escrevi no tópico de política do DVD Mania, tive sempre presente que a democracia directa electrónica nunca poderá ser a vontade popular das massas ignorantes, pois tal sistema requer uma formação (e teste/exame) obrigatória para todos os votantes portugueses, que pretendam votar em determinado decreto-lei, ou seja a constituição portuguesa não poderá autorizar nenhum eleitor português a votar em nenhum projecto-lei, sem que antes o eleitor tenha estudado e feito um exame ao tema.

O episódio 7 "Majority Rule" da série The Orville, complementa a minha análise/teoria do tópico de política, como uma cereja em cima do bolo, ao mostrar uma sociedade alienígena, que implementou a democracia directa de facto, mas quem vota são os idiotas das massas sem nenhuma cultura ou sabedoria, o que leva ao perigo de desviar dinheiros do Sistema Nacional de Saúde, para construção de estádios de futebol para o Euro 2004, pois as massas preferem o desvio de recursos para entretenimento, causando muitas mortes ao povo português que morreu em hospitais, após o "Euro 2004", por falta de dinheiro gasto nos estádios de futebol em 2004. A massa do povo (português) é imbecil e atrasada mental e prefere desviar dinheiro necessário para tratamento hospital e salvamento de vidas, para estádios de futebol (jogos infanto-juvenis).

O Euro 2004 é o exemplo flagrante de Portugal, que mostra que o sistema político de Democracia Directa vai ter de ser implementado em Portugal, com certas regras, que proíbem os idiotas das massas de votarem, sem que eles antes tenham tido formação e feito um exame com aprovação, acerca do tema em que pretendem votar.

Aqui entra o episódio 7 "Majority Rule" da série The Orville, ao mostrar uma sociedade com Democracia Directa livre, em que permitem que idiotas portugueses votem a favor de estádios de futebol, causando mortes ao povo português que mais tarde morreu em hospitais por falta de verbas.

Samwise
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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by Samwise » Tue Nov 21, 2017 12:46 am

José Miguel, em teoria o conceito de Democracia Directa até me parece bastante nobre, mas na prática não vejo como possa ser implementado para que o sistema democrático funcione em geral melhor. As ideias que propões aqui, com testes à mistura, ainda me deixam com mais dúvidas (e perplexidades) sobre como tal sistema poderia resultar.

Neste momento tens um certo alheamento e afastamento das massas em relação à política (digo um certo, porque na verdade ainda há muita gente que se interessa por participar e votar), mas há liberdade em votar a partir dos 18. No sistema que propões, e para além da carga bateria interminável de estudos e exames (e dos custos, complexidade, tempo e estrutura que isso necessitaria), parece-me que ainda iam afastar mais gente da ideia de voto - seria um restringir dessa liberdade de exercer o voto (e só por aqui torço logo o nariz).

Por exemplo, para votar nos estádios do euro, que teste em concreto defenderias? Quais seriam as perguntas feitas e quais seriam as matérias a propor ao povo que estudasse antes de ir ao teste? Dá-me, por favor, exemplos concretos. E quem organizarias as perguntas?

Outra questão, que fiquei curioso por desconhecer a realidade: quais são esses vários países com partidos políticos nas urnas que recolheram uma percentagem significativa de votos para implementarem tal sistema? E qual é a quantificação dessa percentagem significativa nesses casos?
Last edited by Samwise on Tue Nov 21, 2017 1:14 am, edited 1 time in total.
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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by Samwise » Tue Nov 21, 2017 1:12 am

Eis uma obra que ando com imensa vontade de ler, pelas ideias que aborda:

https://www.bertrand.pt/livro/contra-a- ... n/19658021
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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by drakes » Tue Nov 21, 2017 2:33 am

Eu tenho os mesmos receito do Miguel até por que para mim ali é democracia direta com sociedade midiática, de certa forma execuções públicas já foram usadas por sistemas políticos diferentes até a religião preponderante no ocidente narra uma votação que se escolheu um criminoso popular em detrimento de seu salvador.

De um jeito ou outro , um grupo que controla sendo mais largo ou não, tenta criar mecanismos para que o poder não sai de suas mãos, em uma democracia direta o que foi mostrado ali me pareceu bem plausível ocorrer, tanto que a eleição do Trump usou estudo de ponta que criou um método de análise de personalidade de quem faz curtidas do Facebook (1), e o uso da televisão ou métodos modernos de vender política como sabão para população está cada dia mais arraigado até marqueteiro é emprestado para partido amigo de outro país (2).

Hoje praticamente se descobre que um partido é direita ou esquerda quando está fora do governo, por que no poder todos são muito parecidos, tirando um ou outro país, o envelhecimento da democracia ou ela se tornar cara na América para numerosa parcela da população, algo terá que ser feito por que na maioria dos países me parece que não está bom.

(1) https://www.showmetech.com.br/big-data-trump/.
(2)http://g1.globo.com/politica/operacao-l ... aises.html

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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by JoséMiguel » Thu Nov 23, 2017 9:42 pm

Samwise wrote:
Tue Nov 21, 2017 12:46 am
José Miguel, em teoria o conceito de Democracia Directa até me parece bastante nobre, mas na prática não vejo como possa ser implementado para que o sistema democrático funcione em geral melhor. As ideias que propões aqui, com testes à mistura, ainda me deixam com mais dúvidas (e perplexidades) sobre como tal sistema poderia resultar.

Neste momento tens um certo alheamento e afastamento das massas em relação à política (digo um certo, porque na verdade ainda há muita gente que se interessa por participar e votar), mas há liberdade em votar a partir dos 18. No sistema que propões, e para além da carga bateria interminável de estudos e exames (e dos custos, complexidade, tempo e estrutura que isso necessitaria), parece-me que ainda iam afastar mais gente da ideia de voto - seria um restringir dessa liberdade de exercer o voto (e só por aqui torço logo o nariz).

Por exemplo, para votar nos estádios do euro, que teste em concreto defenderias? Quais seriam as perguntas feitas e quais seriam as matérias a propor ao povo que estudasse antes de ir ao teste? Dá-me, por favor, exemplos concretos. E quem organizarias as perguntas?

Outra questão, que fiquei curioso por desconhecer a realidade: quais são esses vários países com partidos políticos nas urnas que recolheram uma percentagem significativa de votos para implementarem tal sistema? E qual é a quantificação dessa percentagem significativa nesses casos?
Epá! Adorei este comentário! yes-) salut-)

Tenho de comentar e desenvolver isto assim que consiga.

Mas atenção que eu penso que expliquei bem no tópico da política, quais os vários países pioneiros no mundo, com partidos de democracia directa electrónica nas urnas, que inclui além de países europeus, também a Austrália, e EUA (este último é uma ditadura mascarada de "democracia soviética" cujo bi-partidarismo de ditadura, impede de facto mais do que dois partidos políticos, mas esse partido existe também na América).

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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by Samwise » Fri Nov 24, 2017 3:04 pm

JoséMiguel wrote:
Thu Nov 23, 2017 9:42 pm
Epá! Adorei este comentário! yes-) salut-)

Tenho de comentar e desenvolver isto assim que consiga.
Aguardarei pacientemente. :-)))

Eu não sou totalmente contra o conceito de "democracia directa", seja ele "tecnológico" ou em papel, mas sou contra esse ser o sistema principal de estrutura de voto/decisão dentro de um país, aí sou bastante mais favorável à opção "democracia representativa", mesmo estando consciente dos seus aspectos menos bons.
Mas atenção que eu penso que expliquei bem no tópico da política, quais os vários países pioneiros no mundo, com partidos de democracia directa electrónica nas urnas, que inclui além de países europeus, também a Austrália, e EUA (este último é uma ditadura mascarada de "democracia soviética" cujo bi-partidarismo de ditadura, impede de facto mais do que dois partidos políticos, mas esse partido existe também na América).
O tópico de política já está bem grandito para ser simples de encontar os trechos a que te referes. A minha questão tem mais a ver com o teu comentário:
o novo conceito de Democracia Directa com base tecnológica, em que na Europa (Portugal ainda não) já existem vários países com partidos políticos nas urnas, a recolherem uma percentagem significativa de votos para implementarem esse sistema revolucionário.
Que partidos são estes? Em que países? O que significa "percentagem significativa" (10%? 30%? 50%?...), e em que tipo de eleições ou consultas populares em concreto? É que é tudo muito vago. :-(
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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by DigitalDesperado » Fri Nov 24, 2017 5:02 pm

Pondo de parte as discussões sobre política, e centrando-me na análise das duas séries em questão, e no que vi de ambas, parece-me nenhuma merece uma recomendação especial.
"The Orville" é muito fraquinha: os efeitos especiais são pobres, os actores tem um desempenho sofrível, os argumentos são banais e o humor não funciona. Aliás, Seth McFarlane no papel principal é um miscast megalómano: falta-lhe presença, carisma e expressividade para assumir o papel principal. Vi três episódios e desisti da série, pois adormecia constantemente a vê-los, e nem me ri duma piada que fosse, para além das histórias neles contadas nunca me terem interessado minimamente.
Já "Star Trek Discovery" é uma série rica visualmente, com valores de produção consideráveis: O segundo episódio "Battle at the Binary Stars" destaca-se pelas cenas de combate espacial, e pelo clima de tensão constante.
Do elenco, Doug Jones, Sonequa Martin Green e Jason Isaacs oferecem prestações seguras em personagens sem grande relevo.
Os argumentos variam entre a pseudo-ciência interessante e o dramalhão pedante, sendo que o que normalmente caracteriza o universo Star Trek não tem aqui grande relevo: as personagens praguejam, dão-se mal umas com as outras e não passam de estereótipos ambulantes que visam preencher os requisitos do caderno de encargos da diversidade que hoje em dia é obrigatório observar: o tripulante gay, a mulher tão masculinizada que até nome de homem tem, a tripulante nerd e irritante...
Enfim, se me parece que, enquanto aventura espacial, "Star Trek Discovery" é infinitamente superior a "The Orville", mas não faz honra ao que os fãs normalmente esperam desta franchise. Já esta última faria bem em substituir Seth McFarlane como protagonista, melhorar ou, então, expurgar o humor débil e sem graça, e investir um pouco mais nos efeitos especiais e em argumentos mais interessantes.
Da minha parte, já desisti de "The Orville" e "Star Trek Discovery" faltam-me ver uns quatro episódios desta season, que irei ver a seu tempo.
Mas, se me apetecer "Star Trek" á seria, tenho sempre os meus Blu-ray da série original para rever.

JoséMiguel
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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by JoséMiguel » Sun Nov 26, 2017 1:42 am

DigitalDesperado, estes pormenores de política são coisas entre mim e o Samwise (visto eu e o Sam sermos os únicos dois membros do fórum, que gostam de trocar ideias sobre certas coisas), em que eu devia já ter passado a conversa para o fórum de política.

Mas eu topei que és um bocado trekkie como eu, que já vi todos os episódios de todas as séries, pelo menos duas vezes.

O facto de existir este tópico meu "Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery" é sinal e prova da Idade das Trevas do Cinema e TV, que atravessámos, achas que eu no meu perfeito juízo perderia tempo a comentar cagadas como estas, em que venha o Diabo e escolha, qual dos males é pior!??? :evil: Grr:-)

Nos anos 90, chegou a haver duas séries Star Trek em simultâneo, em permanência, entre o NG, DS9 e Voyager, com respeito ao Gene Rodenberry. Depois algum "engravatado" da direcção da Paramount correu com a equipa enorme que escrevia as histórias e contratou o palerma do puto idiota e estúpido do JJ Abrams para estupidificar e infantilizar a franchise e legado do Gene Rodenberry.

Estas duas séries de 2017 são uma miséria e uma pouca vergonha, quando comparadas com o Star Trek legítimo (até ao Star Trek Enterprise de 2004). Mas o que é grave é que a suposta comédia e palhaçada (existe mesmo episódio com palhaço no vídeo abaixo) é mais inteligente do que a parvoíce "no brainer" do Star Trek Discovery, que não possui um único episódio que dê que pensar e aquilo do STD é apenas a infantilidade habitual do Star Wars, mascarada de Star Trek, que de adulto e inteligente não tem nada.

Exemplo de palhaços na série The Orville:



A série The Orville pode ser de comédia e conter palhaços, mas ao menos alguns episódios são escritos pelo antigo Staff do Star Trek, como o Brannon Braga, e é a primeira série sci-fi a abordar o tema político da Democracia Directa, o que já dá para eu e o Samwise discutirmos o tema mais tarde no tópico de política (se calhar vou ter de criar alguns screenshots e clip do episódio, antes de discutir o tema por lá).

O Star Trek Discovery é que "não é nada" e "não vale a ponta de um corno" a nível de inteligência, política ou troca de ideias sobre a sociedade.

Até a série de 1966 tinha episódios como aquele em que num planeta umas pessoas eram pretas de um lado da cara e brancas do outro lado, que ainda estavam em guerra (já após um holocausto nuclear) contra as outras pessoas inimigas que também tinham metade da cara preta e a outra branca, mas eram inimigas porque o lado branco estava à esquerda e não à direita, num supra-sumo de xenofobia e racismo.



Não está em causa a liberdade de filmes como o Star Wars ou séries como o remake do "Battle Star Galactica", mas só não podem roubar o nome "Star Trek" e usá-lo em séries não-inteligentes.

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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by BurnCycle » Sat Dec 02, 2017 11:02 am

Ora bem, aqui está um tópico interessante mas que teve aqui um derail para a politica mto grande. :D
Quanto as séries em si, nem acho muito justo existir comparação entre elas visto serem, na minha opinião, completamente diferentes. No máximo pode-se discutir se gostam mais de uma do que da outra por que mais do que isso, para mim, não faz muito sentido.

Falando agora das duas séries:
The Orvile: o tom "comédicó-aventuresco" da série certamente não irá agradar a todos, é um humor muito típico do Seth que uns adoram, outros detestam, e depois existem outros, como eu, que o toleram. Partindo do principio que pelo menos o consegues tolerar, a série pode até ser bastante interessante pois existem algumas temáticas bastante bem exploradas assim como alguns conceitos científicos muito interessantes retratados na série, sempre de uma forma muito leve.
Os primeiros episódios deixam um pouco a desejar mas à medida que a temporada se vai desenrolando torna-se um pouco mais interessante e eu, que quase desistia da série por completo ao episódio 4, acho-a interessante o suficiente para a continuar a ver passados 11 episódios.

Star Trek Discovery: Já li por aqui referencias de ódio a esta nova iteração do mundo do Star Trek começado pelo JJ. Obviamente não irão gostar desta série e nem vale a pena arranjar muitos argumentos para discutir pois não haverá forma de mudar ideias. :)
Posto isto de parte, a maioria das criticas que vejo à série tem a ver com a comparação desta com séries anteriores de Star Trek. Na minha opinião tais comparações não deveriam sequer ser feitas pois considero que a temática desta série (já lá irei a essa temática) nada tem a ver com séries anteriores. Estamos perante algo completamente novo, e considero isso um ponto positivo da série.
Quanto à temática, na minha opinião deverá estar relacionada com o que é falado neste video: (atenção aos spoilers)


Se de facto esta teoria está realmente correcta (e eu acho que está) estamos a falar de algo bastante diferente do que as anteriores séries retratavam e na minha opinião pode ser interessante ver algo deste género se for bem trabalhado.
Confesso que apesar de tudo isto ouve momentos durante a temporada que decorre em que senti-me um pouco insatisfeito com alguns episódios mas, no final, considero a série bastante interessante.

Voltando ao inicio e fazendo uma comparação directa entre as duas no que diz respeito à que mais me agrada, estou claramente inclinado para a Star Trek Discovery pelo potencial que ela tem e, se calhar, pelo bichinho que tenho pelo Star Trek que teima em não desaparecer. Apesar disso, e porque são ambas passadas no espaço, (algo que puxa sempre por mim) continuo a apreciar e a visualizar ambas.

PS: Peço desculpa pelo testamento! ;)

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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by JoséMiguel » Tue Dec 05, 2017 11:10 pm

Ainda não espreitei o vídeo do Burncycle, mas concordo com o que ele escreve. Preciso de fazer um esclarecimento sobre os meus gostos pessoais:

Eu sou um grande fanático por ficção científica, desde nascença, sou mesmo obcecado com isso. Por exemplo gosto das séries Battlestar Galactica (a nova e a velha), Babylon 5, Andromeda e aquela série contemporânea à Andrómeda com o gajo dos Marretas a fazer a animatrónica, de que não me lembro do título.

Esta "Star Trek Discovery" não é uma má série sci-fi em si mesma, se tivesse outro nome (poderia ser "colher de pau") e não faltasse ao respeito ao Star Trek, eu não teria nenhuma queixa.

Mas eu levanto objecções à falta de respeito com o conceito e essência do Star Trek, bem como meterem lá klingons palhaços, que agora são répteis religiosos sensíveis e cobardes, e eu pergunto o que vem a ser isto!!!???? mau-) Grr:-) Com os klingons (e Borg) não se brinca, respeitinho por favor...

É que quem faz dos Klingons uns palhaços, a seguir faz dos Borg uns macacos a subirem às árvores para comerem bananas, o que não está bem.

Versão portuguesa do Star Trek, a bordo da Starship U.S.S. Cátia Vanessa, que investiga o planeta habitado por José Cid's (sketch do Gato Fedorento):


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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by BurnCycle » Wed Dec 06, 2017 1:19 am

JoséMiguel wrote:
Tue Dec 05, 2017 11:10 pm
Ainda não espreitei o vídeo do Burncycle, mas concordo com o que ele escreve. Preciso de fazer um esclarecimento sobre os meus gostos pessoais:

Eu sou um grande fanático por ficção científica, desde nascença, sou mesmo obcecado com isso. Por exemplo gosto das séries Battlestar Galactica (a nova e a velha), Babylon 5, Andromeda e aquela série contemporânea à Andrómeda com o gajo dos Marretas a fazer a animatrónica, de que não me lembro do título.

Esta "Star Trek Discovery" não é uma má série sci-fi em si mesma, se tivesse outro nome (poderia ser "colher de pau") e não faltasse ao respeito ao Star Trek, eu não teria nenhuma queixa.

Mas eu levanto objecções à falta de respeito com o conceito e essência do Star Trek, bem como meterem lá klingons palhaços, que agora são répteis religiosos sensíveis e cobardes, e eu pergunto o que vem a ser isto!!!???? mau-) Grr:-) Com os klingons (e Borg) não se brinca, respeitinho por favor...

É que quem faz dos Klingons uns palhaços, a seguir faz dos Borg uns macacos a subirem às árvores para comerem bananas, o que não está bem.

Versão portuguesa do Star Trek, a bordo da Starship U.S.S. Cátia Vanessa, que investiga o planeta habitado por José Cid's (sketch do Gato Fedorento):

EHEHE
Devias espreitar o video... especialmente se gostas de Babylon 5. ;)

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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by drakes » Mon Dec 18, 2017 1:10 pm

Só uma questão em um ponto do dito acima e sobre o episódio da democracia eletrônica ou direta, se lermos Dião Cássio, ele é bem crítico sobre quando as mortes dos cristãos e criminosos no Coliseu, segundo ele era o momento que esvazia o local e ficando um certo tipo de pessoa. No Brasil colonial, a pressão popular devido a morte de um desafeto da Monarquia em um processo forjado por interesses de juridistas palacianos levou ao fim da pena da morte na prática.

As penas e o direito avançam para minorar muito pela lógica capitalista e não por qual qualquer iluminado da nobreza ou seus assemelhados que ainda existem na forma "sabe com quem está falando", Packukanis, que foi um grande pensador soviético do direito, o direito penal não está impregnado de ficção, ele está preso às relações de produção em que vivemos, para Packukanis o direito nasce da burguesia dentro das relações de troca.

A ferramenta pode ser usada mal, como mostrou The Orville ou mesmo Black Mirror, mas existe algo maior por trás, mas quadro sempre é o mesmo, poucas pessoas tomam as decisões e fazem as leis, não ouvindo as manifestação da maioria, mesmo as silenciosas como Dião Cássio demonstra.

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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by JoséMiguel » Wed Dec 20, 2017 12:00 am

Comentário meu ao comentário do Drakes, imediatamente acima.

Eu não entendi a maioria do que o Drakes escreveu, possivelmente devido à diferença de nacionalidade e por ele não ter sido muito claro.

Se o Brasil é outro país, será natural que eles tenham outras referências literárias e históricas no ensino escolar, bem como uma diferente "cultura geral", nomeadamente a referência ao fim da pena de morte no Brasil, no tempo do colonialismo português, que eu enquanto português nunca soube nada acerca do tema.

Por outro lado gostei do seu parágrafo final por 2 motivos.

"A ferramenta pode ser usada mal, como mostrou The Orville ou mesmo Black Mirror, mas existe algo maior por trás, mas quadro sempre é o mesmo, poucas pessoas tomam as decisões e fazem as leis, não ouvindo as manifestação da maioria, mesmo as silenciosas como Dião Cássio demonstra."

Ele ilustra a diferença de fundo entre séries com um mínimo de inteligência e temas para reflexão (para pensar e até debater como em este tópico, ou no tópico da política), comparativamente à estupidificação do teor das histórias e ofensa ao intelecto do espectador, no Star Trek do JJ Abrams e no Star Trek Discovery (comparativamente à visão do Gene Rodenberry).

Quando escrevi há uns anos no tópico da política, um texto acerca de democracia electrónica directa, descobri que o Brasil é um país pioneiro numa ferramenta necessária para este sonho ser um dia possível:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Democraci ... Democracia

"No Brasil
Câmara dos Deputados
e-Democracia

O Projeto e-Democracia é uma espécie de comunidade virtual que visa catalisar opiniões, sugestões, posicionamentos políticos e críticas aos projetos de lei e outras proposições legislativas em trâmite na Câmara dos Deputados brasileira. Há vários trabalhos brasileiros que examinam esta experiência, seja ao enfatizar os efeitos da participação dos cidadãos através do Portal, seja ao analisar o caráter da deliberação pública percebida em tal iniciativa[3]. Registre-se que Câmata dos Deputados é um dos órgãos pioneiros do Estado brasileiro a promover ferramentas de participação e transparência[4].
Wikilegis

Com base na filosofia wiki da Wikipédia, a Câmara dos Deputados do Brasil desenvolveu o conceito de Wikilégis dentro do portal e-Democracia, uma ferramenta digital que permite a realização de trabalho colaborativo na construção da lei. Assim, o cidadão poderá apresentar sugestões diretamente no texto de forma colaborativa com outros usuários.

Obviamente que tal mecanismo tem o escopo de facilitar a participação objetiva e responsável, ou seja, o cidadão dá sua opinião, já evidenciando a forma de concretizar sua idéia em algo legalmente viável. Assim, o cidadão pode apresentar sugestões de emendas ao texto, ou mesmo elaborar o seu próprio projeto com a ajuda de outras pessoas.

O objetivo do Wikilégis é estimular a busca pelo consenso na construção da lei. A participação popular não precisa (e talvez não deva) gerar a formulação da lei propriamente dita e sim promover elementos para sua construção.

Um dos exemplos de aplicação do Wikilégis é a experiência de comunidades virtuais legislativas geradas pelo Projeto e-Democracia da Câmara dos Deputados brasileira.
Senado Federal
e-Cidadania

O Senado Federal também criou a sua ferramenta de participação, o e-Cidadania.
Interlegis

O Interlegis é um programa do Estado Brasileiro, financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e administrado pelo Senado Federal desde 1997, que tem o objetivo de modernizar e integrar o Legislativo Brasileiro para permitir a participação cidadã e preparar a tecnologia das Casas Legislativas para a e-democracia.

O Programa Interlegis desenvolve várias tecnologias para o poder legislativo, todas liberadas como software livre sob a licença de uso GPL e que são desenvolvidas em conjunto com comunidades de usuários e cidadãos interessados, apoiadas pelo ambiente Colab. Dentre os principais sistemas estão: SAPL - Sistema de Apoio ao Processo Legislativo - que visa a automação do processo legislativo eletrônico; SAAP - Sistema de Apoio à Atividade Parlamentar - que visa a automação do gabinete dos parlamentares; SPDO - Sistema de Protocolo de Documentos - que visa a automação da tramitação de documentos protocolados na instituição; Portal Modelo - que é um portal CMS pronto para uso e customizado para uma Casa Legislativa, com ferramentas de transparência, lei de acesso à informação, participação cidadã, dados abertos, e-democracia, entre outras.

O Colab, desenvolvido e mantido pelo Interlegis, é um ambiente de colaboração para as comunidades de prática do legislativo, que possui ferramentas para estimular a participação de cidadãos, funcionários das Casas Legislativas e Parlamentares. Ele está sendo utilizado para o desenvolvimento da nova versão do Portal do Software Público Brasileiro."

Por acaso, na altura em que escrevi sobre este assunto no tópico da política, fui mesmo espreitar o site do governo brasileiro e ler os comentários dos cidadãos. Não creio que nesta altura do campeonato (a espécie humana ainda muito imatura, no que toca à justiça social e igualdade), a iniciativa brasileira mude alguma coisa, se o governo português implementasse isso, apareciam os caramelos da tasca do bairro a pressionar o governo para reduzir fundos à medicina e ciência, e usá-los para o futebol, conforme o uso escandaloso de dinheiros portugueses para construções de estádios para o Euro 2004.

Eu conheço bem o raciocínio das massas do povo português e até teria medo que a democracia directa fosse implementada em Portugal, assim de repente, pois o resultado seria algo saído do Peter Pan e do Senhor das Moscas, via governo por decreto-lei de uma massa imbecil e ignorante, que nem deveria estar autorizada a votar... A meu ver a implementação faseada da democracia directa, tem de ser acompanhada por um mecanismo acessível a todos, que impeça os ignorantes de votarem em decretos, e que disponibilize formação e teste de conhecimentos obrigatórios, para qualquer pessoa que pretenda votar, mas só o pode fazer caso tenha aprendido o tema.

Estou muito curioso para saber o que o Drakes acha do sistema experimental "e-Democracia" da Câmara dos Deputados do Brasil...

Bem, este desvio para a política, num tópico de uma série televisiva, acho que também serve para ilustrar a diferença entre as duas correntes de Star Trek em cima da mesa.

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Re: Discussão: The Orville vs. Star Trek Discovery

Post by drakes » Wed Dec 20, 2017 2:33 pm

JoséMiguel wrote:
Wed Dec 20, 2017 12:00 am
Comentário meu ao comentário do Drakes, imediatamente acima.

Eu não entendi a maioria do que o Drakes escreveu, possivelmente devido à diferença de nacionalidade e por ele não ter sido muito claro.

Se o Brasil é outro país, será natural que eles tenham outras referências literárias e históricas no ensino escolar, bem como uma diferente "cultura geral", nomeadamente a referência ao fim da pena de morte no Brasil, no tempo do colonialismo português, que eu enquanto português nunca soube nada acerca do tema.

Por outro lado gostei do seu parágrafo final por 2 motivos.

"A ferramenta pode ser usada mal, como mostrou The Orville ou mesmo Black Mirror, mas existe algo maior por trás, mas quadro sempre é o mesmo, poucas pessoas tomam as decisões e fazem as leis, não ouvindo as manifestação da maioria, mesmo as silenciosas como Dião Cássio demonstra."

Ele ilustra a diferença de fundo entre séries com um mínimo de inteligência e temas para reflexão (para pensar e até debater como em este tópico, ou no tópico da política), comparativamente à estupidificação do teor das histórias e ofensa ao intelecto do espectador, no Star Trek do JJ Abrams e no Star Trek Discovery (comparativamente à visão do Gene Rodenberry).

Quando escrevi há uns anos no tópico da política, um texto acerca de democracia electrónica directa, descobri que o Brasil é um país pioneiro numa ferramenta necessária para este sonho ser um dia possível:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Democraci ... Democracia

"No Brasil
Câmara dos Deputados
e-Democracia

O Projeto e-Democracia é uma espécie de comunidade virtual que visa catalisar opiniões, sugestões, posicionamentos políticos e críticas aos projetos de lei e outras proposições legislativas em trâmite na Câmara dos Deputados brasileira. Há vários trabalhos brasileiros que examinam esta experiência, seja ao enfatizar os efeitos da participação dos cidadãos através do Portal, seja ao analisar o caráter da deliberação pública percebida em tal iniciativa[3]. Registre-se que Câmata dos Deputados é um dos órgãos pioneiros do Estado brasileiro a promover ferramentas de participação e transparência[4].
Wikilegis

Com base na filosofia wiki da Wikipédia, a Câmara dos Deputados do Brasil desenvolveu o conceito de Wikilégis dentro do portal e-Democracia, uma ferramenta digital que permite a realização de trabalho colaborativo na construção da lei. Assim, o cidadão poderá apresentar sugestões diretamente no texto de forma colaborativa com outros usuários.

Obviamente que tal mecanismo tem o escopo de facilitar a participação objetiva e responsável, ou seja, o cidadão dá sua opinião, já evidenciando a forma de concretizar sua idéia em algo legalmente viável. Assim, o cidadão pode apresentar sugestões de emendas ao texto, ou mesmo elaborar o seu próprio projeto com a ajuda de outras pessoas.

O objetivo do Wikilégis é estimular a busca pelo consenso na construção da lei. A participação popular não precisa (e talvez não deva) gerar a formulação da lei propriamente dita e sim promover elementos para sua construção.

Um dos exemplos de aplicação do Wikilégis é a experiência de comunidades virtuais legislativas geradas pelo Projeto e-Democracia da Câmara dos Deputados brasileira.
Senado Federal
e-Cidadania

O Senado Federal também criou a sua ferramenta de participação, o e-Cidadania.
Interlegis

O Interlegis é um programa do Estado Brasileiro, financiado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e administrado pelo Senado Federal desde 1997, que tem o objetivo de modernizar e integrar o Legislativo Brasileiro para permitir a participação cidadã e preparar a tecnologia das Casas Legislativas para a e-democracia.

O Programa Interlegis desenvolve várias tecnologias para o poder legislativo, todas liberadas como software livre sob a licença de uso GPL e que são desenvolvidas em conjunto com comunidades de usuários e cidadãos interessados, apoiadas pelo ambiente Colab. Dentre os principais sistemas estão: SAPL - Sistema de Apoio ao Processo Legislativo - que visa a automação do processo legislativo eletrônico; SAAP - Sistema de Apoio à Atividade Parlamentar - que visa a automação do gabinete dos parlamentares; SPDO - Sistema de Protocolo de Documentos - que visa a automação da tramitação de documentos protocolados na instituição; Portal Modelo - que é um portal CMS pronto para uso e customizado para uma Casa Legislativa, com ferramentas de transparência, lei de acesso à informação, participação cidadã, dados abertos, e-democracia, entre outras.

O Colab, desenvolvido e mantido pelo Interlegis, é um ambiente de colaboração para as comunidades de prática do legislativo, que possui ferramentas para estimular a participação de cidadãos, funcionários das Casas Legislativas e Parlamentares. Ele está sendo utilizado para o desenvolvimento da nova versão do Portal do Software Público Brasileiro."

Por acaso, na altura em que escrevi sobre este assunto no tópico da política, fui mesmo espreitar o site do governo brasileiro e ler os comentários dos cidadãos. Não creio que nesta altura do campeonato (a espécie humana ainda muito imatura, no que toca à justiça social e igualdade), a iniciativa brasileira mude alguma coisa, se o governo português implementasse isso, apareciam os caramelos da tasca do bairro a pressionar o governo para reduzir fundos à medicina e ciência, e usá-los para o futebol, conforme o uso escandaloso de dinheiros portugueses para construções de estádios para o Euro 2004.

Eu conheço bem o raciocínio das massas do povo português e até teria medo que a democracia directa fosse implementada em Portugal, assim de repente, pois o resultado seria algo saído do Peter Pan e do Senhor das Moscas, via governo por decreto-lei de uma massa imbecil e ignorante, que nem deveria estar autorizada a votar... A meu ver a implementação faseada da democracia directa, tem de ser acompanhada por um mecanismo acessível a todos, que impeça os ignorantes de votarem em decretos, e que disponibilize formação e teste de conhecimentos obrigatórios, para qualquer pessoa que pretenda votar, mas só o pode fazer caso tenha aprendido o tema.

Estou muito curioso para saber o que o Drakes acha do sistema experimental "e-Democracia" da Câmara dos Deputados do Brasil...

Bem, este desvio para a política, num tópico de uma série televisiva, acho que também serve para ilustrar a diferença entre as duas correntes de Star Trek em cima da mesa.
Sobre a indagação:

"Estou muito curioso para saber o que o Drakes acha do sistema experimental "e-Democracia" da Câmara dos Deputados do Brasil"

José Miguel, sere essa experiência de realçar discursos para teses políticos que nesse momento lembram da votação e ignorar nos casos contrários, de democracia tem pouco e consulta menos ainda.

As duas leis de iniciativas populares que são a lei da Ficha Limpa (contra corruptos) e lei dos crimes hediondos (contra crimes dolosos contra a vida) são atacadas como se a maioria impusesse algo a minoria e não punição por crimes, tanto que ninguém discute o conteúdo dos ilícitos.

E essa migação das leis fazem que pessoas como um elemento que mata a ex-companheira, mãe de seu filho, esquarteja e entre aos cães, seja solto:

[Youtube]http://www.youtube.com/watch?v=T4OKtJIjb6o[/Youtube]

A lentidão da justiça no caso é até recursos que o dito STF (tribunal máximo na bananania) não julga por serem medidas protelatórias sem embasamento, mas fica lá mofando e impede muitos casos que o julgamento ocorra.

No caso da ficha limpa, e preciso dar exemplo para mostrar como se ataca uma lei popular:

[Youtube]https://www.youtube.com/watch?v=QtQ-mfR8Bq4[/Youtube]

Traduzindo o que o amigo do Canotilho, jurista português falou, se o político renuncia e depois que uma inspeção descobre que as contas são irregulares, ele poderia na eleição seguinte voltar via voto, na prática ocorre que o Tribunal de Contas descobre algo nas contas, o prefeito renuncia, pelos efeitos da lei ficha limpa, ele não poderia elegível para qualquer eleição, mas o magistrado acha que não é coisa de bêbado pensar assim. Se você já viu ele (o magistrado brasileiro) aí em Portugal,não estranhe ele tem apartamento no bairro Porto Real.

Retornando, o Sistema atual de governo é o presidencialismo no Brasil, foi votado, perdi, mas reconheço a legitimidade, mas agora se inventou uma estrovenga chama semi-presidencialismo que pode mudar para muitos via votação apenas do Congresso, sem se ouvir a população, por sinal não era para vezar o documento que estava sendo gestado nas cúpulas dos poderes aqui com ajuda de juristas internacionais que participam dos seminários do IDP (Instituto de Direito Privado de propriedade do jurista que chama a ficha limpa de coisa de bebado) devia estar sigilo mas um erro do protocolo vazou segundo o Jornal Valor Econômico de hoje.

Eu não vejo no caso banananio (Brasil) da ferramenta ser algo dar voz a população, mas sim ser uma concessão para citar-nos quando estamos em consonância com as propostas da maioria do Congresso.

No cinema, a minha posição está no final dos 7 samurais do Akira Kurosawa, os camponeses voltam a vida cotidiana com os casos de violência sempre entre pessoas, a violência considerada natural é outra, por isso sempre que aparece um crime chocante, o discurso é sempre o mesmo nunca vi algo assim, a violência popular José Miguel é diferente da the orville ou inquisição, essas são ligadas a grupos pequenos que governam o destino do país.

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